E agora?
E, agora, Carlos,
e agora?
Você se foi,
foi-se embora
com aquele rosto sisudo,
rejeitando tudo, tudo...
a Deus, a Nossa Senhora...
E, agora?
E, agora, Carlos?
Eu, poeta pequenino,
gostaria de lhe dar
uma oração-poesia,
mas, se você não queria!...
E, agora, Carlos,
e agora?
Nem mesmo um simples "adeus",
embora com "d" pequeno,
sem nada de divindade?...
Não sigo a sua vontade.
Que Deus, que você rejeita,
esqueça a sua desfeita
(Ele sempre nos quer bem!)
Que Deus lhe dê um lugar bonito,
lá no céu, no infinito,
que você merece bem!
Amém!
(Agosto de 1987)
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