quinta-feira, 22 de abril de 2021

 

Liberdade

Não vejo cores bonitas
No horizonte pra onde vou,
Pois há medos e ameaças
em barricadas de amigos
que têm hora de amizade.

Sigo sempre no meu passo,
Num compasso de ansiedade,
Na esperança de avançar
sem tropeços de injustiças,
no rumo da liberdade!

E o ser livre é o que me anima
a marchar à frente e acima
de horizonte tão sem luz.
Por isso vou contra as cores
que pressagiam tragédias.

Porque tenho uma certeza
de triunfo permanente:
meu desejo intenso, ardente,
de ser livre,
dono de mim!


(6 de março de 1971)

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