segunda-feira, 5 de junho de 2023

Ele sempre foi de ternos,

Camisas, boas gravatas.

Hoje está de calças rotas,

Blusão sujo e alpercatas


Ele só bebia whisky,

E do melhor que há na praça.

Hoje vai do que lhe pagam

E quase sempre é cachaça.


Ele tinha casa grande,

Um modelo de riqueza.

Hoje mora numa peça

Na mais extrema pobreza.


Ele era da família,

Vivia todo pro lar.

Hoje nem é dele mesmo,

Não se cansa de chorar.


Ele tinha hombridade,

Mas decidiu ser machão.

Elas tomaram-lhe tudo...

Ele perdeu a razão!


                                             (1972)


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