Ele sempre foi de ternos,
Camisas, boas gravatas.
Hoje está de calças rotas,
Blusão sujo e alpercatas
Ele só bebia whisky,
E do melhor que há na praça.
Hoje vai do que lhe pagam
E quase sempre é cachaça.
Ele tinha casa grande,
Um modelo de riqueza.
Hoje mora numa peça
Na mais extrema pobreza.
Ele era da família,
Vivia todo pro lar.
Hoje nem é dele mesmo,
Não se cansa de chorar.
Ele tinha hombridade,
Mas decidiu ser machão.
Elas tomaram-lhe tudo...
Ele perdeu a razão!
(1972)
877 -

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