Perdão, amor,
Se um sorriso
Em lugar da testa franzida
É o que lhe dou em resposta
À sua queixa sentida,
Mas, tão injusta também!
Não a esqueci, minha vida!
Isto só ocorreria
Se chegássemos ao dia
Em que eu esquecesse a mim mesmo!
Por mais belos que eles sejam,
Falta sempre aos meus poemas
O que de bom eu consigo
Imaginar e escrever,
Se não falam de você!
Falo sim, de outras mulheres,
De outros amores, que invento.
De romances que num momento
De inspiração me vêm dar!
Mas falo de outras mulheres -
E de todas falaria -
Com fluência e com acerto,
Porque a pobreza dos versos
E das frases sem beleza
Que eu consigo rabiscar,
Estão de acordo com todas!
São comuns, são triviais!
São todas iguais a todas...
A todas, menos você!
Para inspirar-me em você
Eu teria que atentar
Contra o maior dos poetas,
O dono das próprias musas,
Deus!
(Sem título e data)
874 -

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